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26/12/2016 18:11 www.rdnews.com.br

Apesar das dificuldades, número de startups triplica em 2016 em MT

Apesar das dificuldades, o ano de 2016 trouxe grandes avanços no setor de startups em Mato Grosso. Essa é a visão de Vitor Pereira de Freitas, diretor do StartupMT, comunidade que oferece mentoria e discussões sobre o negócio em Mato Grosso. Duas startups foram para um evento do Google, em São Paulo. Além disso, o Estado recebeu mais de nove eventos sobre o tema nesse ano.

Vítor comentou que o cenário mato-grossense tem se aperfeiçoado, principalmente por causa de apoio de entidades como o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e que isso tem feito com que o movimento de pessoas interessadas no negócio aumentasse. “Esse foi um dos melhores anos, sem dúvida. Mato Grosso conseguiu ter certo destaque no cenário brasileiro. Nós começamos 2016 acompanhando cerca de 40 startups e nesse final de ano já estamos com mais de 120. De maneira até engraçada, o cenário de crise favorece o empreendedorismo”, defendeu. 

Entre os eventos sediados no Estado estiveram o MT Stars, Startup Weekend, Meetups, além das várias palestras realizadas pelo StartupMT. De acordo com Vitor, mais de 1200 pessoas participaram desses encontros. Uma startup funciona de maneira similar a uma empresa. Entre os diferenciais, porém, estão o conceito de “disrupção” ou “negócio disruptivo”, que é quando um empreendimento oferece um produto ou serviço inovador em mercados já bem estabelecidos. Entre os projetos mais famosos e que hoje em dia valem mais de R$ 1 bilhão de dólares estão o Uber, o Snapchat, Airbnb e a SpaceX. 

“Uma startup tem vários momentos. Às vezes, é um cara que só tem a idéia e ainda não colocou em prática, ou então é alguém que já está funcionando e conseguindo, pelo menos, se manter. Em outros casos já é uma idéia que fatura e que consegue ser o ganha pão da pessoa”, explicou o diretor.

EstudaVest

Vitor Pereira de Freitas, diretor do StartupMT, comanda Agensite e EstudaVest, e vai para São Paulo
Ele pontuou que a StartupMT não é uma instituição jurídica e que ela funciona como uma comunidade de pessoas com um interesse em comum. Entre os objetivos principais da instituição está a oferta de mentoria para os participantes. “O grupo é formado por pessoas que são donas de startups também. Nós ajudamos com indicações, por exemplo. Como já formamos um bom networking [rede de contatos], nós indicamos pessoas que podem resolver determinados problemas, seja burocrático, tecnológico e etc. Nós pedimos para as pessoas que quiserem fazer parte [do StartupMT] que se coloquem à disposição e ajudem como um voluntário também, é a nossa única exigência”, afirmou.

Vitor, que comanda a Agensite e a EstudaVest, uma startup de criação de páginas na internet e um aplicativo que auxilia estudantes no pré vestibular, respectivamente, revela que deve passar uma temporada em São Paulo, a partir de janeiro, e que apesar dos avanços, Mato Grosso ainda oferece algumas barreiras para o crescimento. “Mato Grosso ainda é tímido no âmbito das startups. Startup, como um todo, é um cenário muito diferente para se investir, então falta [para Mato Grosso] um pouco de experiência e até com contato com a ideia. No próximo ano nós vamos lutar para ver se conseguimos algumas parcerias com empresas que ofereçam linhas de crédito, investimento e também espaço físico para que as boas iniciativas andem”, disse. 

Projeto

Uma das startups iniciadas em Mato Grosso e que já está em processo de mudança é a Save Grid. A Save Grid é uma empresa que oferece soluções de hardware e software para o monitoramento de consumo e da qualidade da energia elétrica. De acordo com Cézar Menegoza, um dos responsáveis pelo empreendimento, o negócio tem cerca de 3 anos e vai se mudar porque começou a encontrar dificuldades para se manter no Estado. “São muitas as variáveis que fazem um negócio funcionar, desde a qualidade de mão de obra, incentivo do governo à atividade e o próprio mercado local. O cenário mato-grossense é bom para quem vai iniciar uma startup, mas ainda complica quem quer subir alguns degraus”, argumentou.

Um dos sócios da empresa já está morando no Rio de Janeiro e outros três, incluindo Cézar, devem se mudar para a cidade, ou locais próximos, já nos próximos meses. Ele contou que o principal bloqueio da Save Grid é o investimento, fator que será facilitado no Estado do Sudeste.

A Save Grid foi uma das startups de Mato Grosso que participou do programa Campus Exchange do Google, em São Paulo. Cézar afirmou que a ocasião foi uma oportunidade boa para que o negócio deles tomasse ainda mais corpo. “Foi muito importante para a gente. Conseguimos trocar experiências com pessoas importantes da área, aprendemos um pouco de como o Google trabalha, tivemos mentoria e fizemos um networking interessante”, disse.

Cézar, que é formado em engenharia da computação na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), pontuou que apesar das startups envolverem todo um processo de empreendedorismo e inovação, comum em todos os setores do mercado, uma startup se diferencia de um empresa comum por causa de sua falta de parâmetro com outros negócios. “Quando uma pessoa abre uma padaria ou uma sorveteria, por exemplo, ela já tem vários planos de negócio para se espelhar porque esses são modelos tradicionais. Ou seja, por uma startup oferecer uma alternativa diferenciada para o mercado, é sempre nebuloso. Além disso, a startup trabalha com o conceito de escalabilidade, que é ter uma crescente receita e conseguir atuar em vários locais tendo, em contraponto, um baixo custo”, finalizou.


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